Metas de ano novo? Que tal aproveitar o caminho?!

Bom, eu sei que o ano, em tese, já começou há 17 dias. Porém, vejo que muita gente só voltou à vida normal agora – inclusive eu.

É natural que no final de um ano nós tiremos um tempo para olhar para tudo que aconteceu nele. Os sucessos, os fracassos, as metas que concluímos e as que deixamos para trás.

E agora mais um ano se inicia. As energias parecem, magicamente, terem sido renovadas.

Aquela empolgação de crescer, aprender, evoluir e de finalmente tirar um projeto do papel…

Então começa a busca por cursos, por livros – dessa vez vai, você diz – e por um tempinho na agenda lotada para, finalmente, conseguir se organizar e mudar de vida. A lista vai crescendo…


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  • Ler X livros no ano;
  • Fazer um curso de…;
  • Mudar de emprego;
  • Perder (ou ganhar) peso;
  • Viajar mais;
  • Ser mais…;
  • Ser menos…;

E por aí vai…

E, a medida que o ano segue as frustrações começam a aparecer. Você desiste de ler 2 livros por mês e lê 2 no semestre. Não arruma tempo para fazer aquele curso que comprou em 12x sem juros. Mudar de emprego, então?! Impossível, com essa crise…

Tudo que você fez, as 23 aulas do curso de inglês a que assistiu, a qualidade de vida que você ganhou – mesmo sem ter perdido aquele peso todo –, aquela viagem pequena que fez no final de semana porque não teve dinheiro para pagar uma maior, começam a te assombrar como se fossem os fantasmas de seus fracassos.


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Bom, nenhuma das pequenas conquistas e aprendizados parece ter valido a pena. Afinal, você, mais uma vez, não chegou às metas.

Quem sabe eu deveria parar de fazê-las… – você se questiona.

Aproveite o caminho

Bem, você já pensou que, talvez, você esteja tão preocupado com o resultado final que não esteja nem aproveitando o caminho? Que esteja desmerecendo todos os aprendizados que teve – independente de cumprir ou não uma meta?! Bom, isto estava acontecendo comigo.

Em 2014, na primeira vez que estive em Nova Iorque, eu detestei a cidade. Sabe o que eu fiz durante 9 dias? Peguei um mapa nas mãos – não tinha tanto acesso à internet como tenho hoje – a lista de pontos de interesse que queria conhecer e fui atrás de cada um, loucamente. Era como uma caça ao tesouro e uma corrida contra o relógio.

Eu andava pelas ruas com pressa, parcialmente cega. Uma hora buscando o Empire State Building, outra a Ponte do Brooklyn ou a Times Square. 

Fosse qual fosse o destino, a única coisa que importava era que eu chegasse no ponto final e riscasse mais um item da lista. Todo o resto era um empecilho. 

Se haviam pessoas na minha frente bloqueando meu caminho pela calçada, se eu atrasava por algum imprevisto, se as coisas não ocorriam como eu havia planejado… Tudo me irritava. Tudo isto estava me impedindo de chegar logo aonde eu queria chegar.

Bem, eu não era madura o suficiente para entender que as pessoas bloqueando meu caminho poderiam me forçar a olhar para os lados e enxergar os prédios “de filme” que eu sempre vi na tevê. 

Eu não entendia que os atrasos poderiam me fazer ver, por acaso, a Mary Kate Olsen em uma padaria ou uma das vistas mais lindas que já presenciei no Top of the Rock. 

Eu não compreendia que quando eu pegava um caminho errado poderia encontrar lugares incríveis que estavam fora do meu roteiro milimetricamente calculado.

Como a minha percepção sobre esta viagem teria sido diferente seu eu apenas parasse para apreciar aqueles momentos…

Tudo é um grande aprendizado

O que eu quero dizer é que o mesmo acontece quando estamos muito obcecados com uma meta.

Não, não estou dizendo que você deve simplesmente deixar a vida te levar e ir levando as coisas de barriga. Não, você não deve parar de lutar pelas suas metas, pelos seus sonhos ou por qualquer coisa na qual acredite.

O que eu quero te dizer é que a sua percepção sobre o ponto final e o caminho talvez precise mudar. 

Talvez você precise entender que os desvios são necessários. Que os problemas e as pequenas vitórias ajustam sua bússola interna e te fazem mais forte e melhor. Que eles te indicam seu norte.

Eu quero te dizer que de nada serve essa obsessão insana com a meta lá na frente se você não souber aproveitar o que há de belo – e o que há de ruim também – no caminho.

Quantas vezes você usou o GPS e ficou tão focado nele e em chegar ao seu destino que, na hora de voltar, nem mesmo se lembrava de ter passado por todos aqueles lugares?!

O fato é que quando você olha muito lá para a frente esquece de enxergar o que realmente importa – que é o presente. Vê, mas não enxerga o que é belo no aqui e agora.

Quando você começa a pensar demais nas metas, nos resultados delas ou no que pode acontecer se tudo der errado, você esquece de aproveitar o que tem de mais incrível e de mais concreto, que é o momento em que está.

Bom, e sabe qual é uma das minhas principais metas de 2019? 

Aproveitar o caminho e entender que, tanto os momentos bons quanto os ruins passarão. Entender que todos estes momentos fazem parte desse trajeto até um objetivo maior. E entender, principalmente, que os desvios e as mudanças de rota devem ser apreciados porque, no fim, é o caminho – e como você se sente sobre ele – que realmente importa.

 


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