Criativo ou empreendedor: por que não ser um empreendedor criativo?!

Criativos são seres livres. Artistas gostam de criar. Está em nossa essência. Este senso de experimentar coisas novas, de buscar algo diferente.

Nós nascemos para ser livres e revolucionar.

Mas, a arte e o empreendedorismo parecem, à primeira vista, como o yin e o yang.

O estereótipo do empreendedor repele o artista. E digo isto por experiência própria.

Uma das últimas imagens que gostaria que as pessoas associassem à mim era de uma “engomadinha” que segue as regras e faz tudo como é esperado.

Talvez seja por isso que o artista – ou qualquer tipo de profissional criativo – se recuse a estudar sobre negócios. Porque ele quer se distanciar da imagem de seriedade e rigidez que enxerga no mundo corporativo.

Ser considerado convencional é a última coisa que um artista pode querer.

Por deixar de estudar sobre negócios e tudo que engloba o mundo do empreendedorismo o artista falha, inúmeras vezes, em ganhar dinheiro. Algo que o empreendedor sabe fazer muito bem, obrigada.

Em razão deste espírito livre o artista muitas vezes não quer seguir regras. Ele quer quebrá-las.

E o que mais parece com “seguir regras” se não o mundo dos negócios?

Quando falamos em empresas, plano de negócios e todas estes assuntos o artista em nós já começa a bocejar. Ele só quer fazer arte, só quer criar.

Logo que ouvimos a palavra “empresa”, todos aqueles conceitos que nos foram enfiados goela abaixo começam a saltar em nossa mente como num desenho animado: como se comportar em uma entrevista de trabalho, como trabalhar em equipe, como se vestir ou como “fazer marketing”.

Todos estas regras, termos e conceitos parecem muito anti-artísticas.

E seja você um fotografo, produtor de conteúdo, cantor, escritor, designer, artesão, estilista, é bem provável que já tenha negligenciado estratégias de negócios – mesmo que esteja precisando de dinheiro.

Entretanto, a verdade é que ser irresponsável com sua carreira ou suas finanças não te torna menos artista ou criativo. Isto apenas lhe torna um artista mais pobre – ou menos rico, como preferir.

Assim como ser artístico e criativo não te torna menos empreendedor. Isto apenas te torna um criativo empreendedor – ou um empreendedor criativo.

Ou seja, um artista ou profissional criativo que tem muito mais chances de ganhar dinheiro – justamente porque é criativo.

Já ouviu falar de uma mulher chamada Anitta?

 Gostos musicais à parte, devo dar meu braço a torcer: taí uma artista que sabe ganhar dinheiro.

Bom, ela tem milhões de seguidores no Instagram e seus clipes têm bilhões de visualizações no Youtube. Mas, por que ela é um fenômeno tão grande?

Bom, ela é artista e ela é empreendedora.

Um artista pode ser bom, pode ser incrível, mas se ele for apenas incrívelé bem provável que, ainda assim, não ganhe tanto dinheiro assim.

E é por isto que a Anitta se destaca.

Além de ser uma artista ela é criativa e empreendedora. Tudo em sua carreira é pensado meticulosamente.

Músicas, coreografias, estratégias de marketing, co-branding e posicionamento de marca são apenas algumas das inúmeras estratégias desta artista.

Como ela atuou em cada uma delas, neste momento, não vem ao caso.

O fato é que ela saber ganhar dinheiro não a fez menos artista. Isso só a fez uma artista muito mais esperta do que qualquer outra.

Isto a fez um mulherão da porra – que palestrou em Harvard (ok, eu sei que foi num evento de e para brasileiros e o convite não partiu da universidade, mas isso não tira seu mérito).

 

Ganhar dinheiro não te faz menos artista

 A ideia de fazer arte pela arte é linda. Entretanto, fazer apenas o que amamos e viver na miséria – ou sustentado por sua família como Van Gogh – pode ser algo que não agrade à todos.

Bom, não é algo que eu, particularmente, gostaria.

Imagino que muitos prefeririam estar pintando uma tela em uma linda casa iluminada ou nas margens do Rio Sena em Paris, do que debaixo de uma ponte depois de atrasar 6 meses de aluguel e ser despejado.

A verdade é que a vida de miséria e privação não te faz mais artista ou mais criativo.

A criatividade e a arte afloram quando você dá espaço para que elas aflorem – e isto acontece, geralmente, quando você não está com uma corda no pescoço.

Além de tudo, é muito mais fácil criar algo que te dê dinheiro quando você realmente ama muito o que faz.

Isso porque você irá respirar aquilo o dia todo. Vai viver aquilo. Vai estudar aquilo. E o fato de você estar tão imerso em algo é uma grande vantagem.

Você saberá tanto que começará a enxergar caminhos antes nunca vistos. E estes caminhos levam ao pote de ouro no fim do arco-íris.

 

Você é uma metamorfose ambulante

 Bom, eu acho que eu não preciso lembrar um artista ou qualquer profissional criativo disso: mas você não é imutável. Você é uma metamorfose ambulante.

Suas vontades e desejos não serão para sempre os mesmos. Você não precisa se definir.

Eu sei, o ser humano gosta de rótulos e sua preocupação é a de ser rotulado como empreendedor, vendedor, professor, marqueteiro, fotografo ou designer, sendo que você faz tantas outras coisas.

Vocês já devem ter ouvido falar de um sujeito chamado Salvador Dalí. Bom, ele era muito mais do que a máscara de La Casa de Papel.

Salvador Dalí era, principalmente, conhecido por ser um pintor surrealista. Mas, engana-se quem pensa que ele se restringia apenas à este papel.

Ele escreveu livros, produziu obras de arte performáticas, criou poltronas, desenhou cenários de teatro, roupas, garrafas de perfume e até mesmo o logotipo da Chupa Chups. Além de tudo, atuou como cineasta, joalheiro e arquiteto.

 

O artista surrealista Salvador Dalí apareceu em um programa de TV americano chamado What’s My Line?, em que um grupo de celebridades vendadas interrogava um ‘convidado misterioso’ para tentar descobrir sua profissão. O grupo fez suas perguntas, mas quase imediatamente ficou confuso, porque Dalí respondia ‘sim’ para tudo que era perguntado. Perguntaram se era um escritor, e ele disse que sim. Era verdade; além de três livros de não ficção, Dalí também escreveu um romance, Faces ocultas. Perguntaram se era um artista performático: ‘Sim.’ Ele havia produzido muitas obras de arte performática. Em um dado momento, um dos participantes, exasperado, exclamou: ‘Não há nada que esse homem não faça!’”

 

Uma coisa é certa: o artista, o criativo, é uma eterna criança tentando e experimentando. Então, por que não experimentar e usar a sua criatividade no mundo dos negócios? Por que não experimentar novas formas de ganhar dinheiro – sem pressionar sua criatividade?

Veja tudo isso como uma grande brincadeira.

 

Você não precisa, necessariamente, ganhar dinheiro com sua arte

 Antes de começar a fotografar e escrever eu achava que para ser considerada artista– ou criativa – o suficiente eu precisaria fazer isto em tempo integral.

Nos últimos tempos, conversando com amigos, eu cheguei à conclusão de que, não, isto não me faria uma artista.

Eu já sou criativa. Eu já faço arte.

Ganhar dinheiro com sua arte ou seu trabalho criativo pode – e vai – acontecer. Mas não ganhar dinheiro estritamente com isto não te fará menos artista.

A verdade é que você pode usar a sua criatividade para criar outras coisas, além do seu trabalho como artista. Você pode criar outras formas de ganhar dinheiro.

Você pode usar sua arte como uma ponte entre o que você faz e alguma outra coisa que você vende.

Tira boas fotos? Por que não dar um curso em sua cidade? Escreve muito bem? Por que não oferecer uma mentoria para alguém que está precisando? Sabe filmar e editar vídeos? Por que não fazer um curso online sobre edição de vídeos?

Estas são apenas algumas das inúmeras opções que você tem para ganhar dinheiro sem pressionar sua criatividade.

Oferecer estes serviços faz com que você se sinta mais livre para criar sua arte – sem a pressão de precisar fazer dinheiro para pagar os boletos do próximo mês.

o há problema nenhum em ensinar e ser um artista. Em ser criativo e empreender.

Muitos podem torcer o nariz à esta ideia, mas será que não chegou a hora de provar à todos que eles estavam enganados? Que um artista pode, sim, ganhar dinheiro.

Será que não chegou a hora de provar isto à você mesmo?

Será que não chegou a hora de mostrar que o mundo corporativo não precisa ser tão engessado?

Talvez seja a hora de, finalmente, mostrar à todos o que realmente significa pensar fora da caixa. E, bem, artista, você sabe muito bem como isto funciona.

E se não sabe, coloco minha vida em jogo como você vai encontrar um caminho.


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