Como usar as redes sociais para atrair seu público e conectar-se com ele

Eu já falei sobre a importância de ter um canal próprio – um blog ou uma lista de e-mails – neste texto do be freela. Porém, nunca falei sobre as redes sociais em si e como usá-las para você se conectar com o seu público. Bom, este dia chegou.

Se você tem acompanhado meus Stories no Instagram e esta série de posts sobre marcas que contam histórias, já está familiarizado com o conceito de branding e o motivo pelo qual ele é tão importante para seu negócio ou marca pessoal e também sobre a importância de definir um público-alvo através de uma persona.

O fato é que não adianta nada ter uma marca incrível e uma persona bem definida se você não sabe comunicar, se não sabe como distribuir sua mensagem.

O básico de uma rede social é ser social – até para empresas

Muitas empresas possuem perfis em redes sociais, porém, deixam de lado a parte mais importante – e evidente – de uma rede social que é, obviamente, ser social.

Já perdi as contas de quantas vezes vi um perfil de uma empresa no Facebook ou Instagram – principalmente – que fazem uma destas duas coisas, ou as duas: 

1) deixam os consumidores ou público falando sozinho nos comentários e mensagens; 

2) respondem comentários ou mensagens de uma forma que parece que o público está falando com um robô.

Este tipo de atitude acaba gerando uma barreira entre marca e consumidor. A sensação que temos, como público, é a de que estamos sendo menosprezados e que aquela marca ou empresa é inacessível ou que ela simplesmente não se importa com a gente.

Foque no que comunica e em como comunica

Enquanto isso, outras empresas seguem usando todas as redes sociais possíveis, com um conteúdo padrão para todas elas, sem modificar uma vírgula, além de, por vezes, compartilhar conteúdo desconexo e irrelevante. 

Aposto que você já viu uma foto  – seja de uma marca ou de uma pessoa – que não passava mensagem alguma e que a legenda incluía apenas alguns emojis ou uma palavra sem sentido.

Talvez você mesmo, em seu perfil profissional, já tenha feito isso. Bom, chegou a hora de parar. Comunique algo relevante ou nem comunique nada.  Publicar algo sem significado em uma rede social é a mesma coisa que ficar de pé na frente de uma grande multidão e informar algo óbvio como: “hoje eu pisquei”. Ninguém dá a mínima para isto.

Para quem acompanha meu blog pessoal viu que já falei sobre como manter um bom engajamento no Instagram – e criar conteúdo com significado e relevante é uma das principais dicas. Mas, isto não serve somente para o Instagram. Para engajar é preciso doar. E doar aquilo que seu público quer – ou que ele ainda não sabe que quer.

Por isto, mais uma vez, friso que é essencial conhecer sua persona. Só assim é possível direcionar a produção de conteúdo coeso e relevante para seu público. Desta forma você conta a história que quer contar, mas, também, a que  seu público quer ouvir. 

Quando você conhece seu público sabe muito bem o que ele gosta de consumir – seja uma informação, conteúdo de cunho aspiracional ou produtos – e portanto sabe o que deve compartilhar em suas redes e o que fará sucesso.

Entretanto, não basta somente compreender seu público, você precisa entender como comunicar sua mensagem e valores através das redes sociais e de seus canais próprios. Para isso, você precisa entender o que as pessoas daquela rede gostam de consumir – fotos, vídeos, textos longos ou curtos, informações, etc.

Um conteúdo para cada rede social

Naturalmente, nós sabemos que o Instagram é uma rede extremamente visual, já no LinkedIn o público tem mais interesse em leitura, enquanto o Facebook é uma mescla entre visual e informação e o Twitter foca em informações rápidas e curtas. Já o Pinterest é uma rede social à parte da qual vou falar mais para a frente.

Portanto, entendendo as diferenças básicas entre as redes sociais e percebendo que cada uma é diferente – e, por consequência, o público dentro dela –, é imprescindível que você ou sua empresa adaptem seu conteúdo para cada rede da qual faz parte.

E aí você vai me dizer: Mas, que saco, agora vou ter que gastar tempo criando conteúdo para cada plataforma?!

Sim, vai ter que investir tempo para criar conteúdo adaptado à cada plataforma e dedicar-se muito à cada uma delas, como se cada uma fosse sua única rede social. 

Entretanto, você não precisa estar presente em todas as plataformas. Lembre-se, quando nos referimos à produção de conteúdo, qualidade é melhor do que quantidade.

Se você não consegue publicar conteúdo de qualidade – e isso vale para canal próprio e redes sociais – e dar a atenção que deveria aos seus clientes ou seu público através de suas redes sociais, é melhor não fazer. Faça, mas faça bem feito. Só assim conquistará seu público. 

A forma como se comunica definirá sua conexão com o público

Você não acha incrível quando fala de alguma marca nos Stories, comenta em uma publicação no Facebook ou simplesmente retuíta algo no Twitter e a marca ou pessoa marcada te responde, curte seu comentário ou interage com você de alguma forma?

Da mesma forma, aposto que você se sente um trouxa quando faz a mesma coisa, mas fica no limbo e nunca recebe uma resposta da empresa – ou daquele influencer que você admira.

Além disso, você precisa entender que a mesma imagem que posta o Facebook pode não fazer tanto sucesso no Instagram. Enquanto o Facebook não é focado nas imagens em si, o Instagram é feito para imagens, e quando você entra num feed desorganizado e cheio de informações confusas, não sente vontade de acompanha-lo.

Cada rede social tem sua particularidade e é nosso trabalho, como marcas, empresas ou freelancers, entender como e o que funciona cada uma delas. Apesar de todas as diferenças, há algo que todas elas tem em comum: são redes SOCIAIS.

Bom, o que quero dizer é que o objetivo principal de cada uma delas é aproximar, conectar. Portanto, use-as com este propósito. Converse com seu público, faça com que ele sinta-se parte da sua empresa ou da sua vida.

Conecte-se – humanos gostam de humanos

Hoje você pode conectar-se com seu público de diversas formas. Pode usar os Stories para mostrar o making of de um ensaio ou a produção de uma nova coleção de roupas ou até mesmo criar uma enquete. Use-os para mostrar o lado humano da sua empresa, dar dicas, etc.

Enquanto isso, os posts no feed podem te ajudar a propagar uma mensagem legal e contar a história de uma marca ou editorial, usando uma estética bonita e agradável aos olhos. 

Uma postagem no Facebook pode criar um diálogo e uma conversa sobre algum assunto – o mesmo que levantou em outras redes, mas com abordagem adaptada ao Facebook. 

Enquanto isso, pode usar o Twitter para dar uma notícia de última hora, compartilhar uma piada interna com seu público ou um pensamento curto que ele se identifique.

Por outro lado, no LinkedIn você pode parar de pensar na quantidade de palavras que está usando e aprofundar-se mais num assunto que seja de interesse de sua persona e que também transmita seus valores. Fale sobre sua experiência com algo ou uma publicação compartilhando uma dica rápida.

Resumindo, dê às pessoas algo relevante, conte histórias através de suas publicações, transmita os seus valores ou valores da sua marca, dê a informação da qual elas precisam. Use o storytelling* e o Marketing de Conteúdo à seu favor e adapte suas estratégias.

Faça com que seu público compreenda sua mensagem e valores além das palavras e do que você escreve. Ilustre isso com imagens, vídeos, ações, parcerias e em seu modo de tratar quem te segue.

Pense no seu branding, em como quer ser visto, e aja de acordo. Trabalhe para criar um trabalho consistente e coerente nas redes sociais para que seu público lembre de você e veja o quanto seus valores próprios se encaixam com os da sua marca. 

Lembre-se: mostre à eles, exponha-se e seja social. No fim, tudo é parte de uma grande história.

*Quer aprender mais sobre Storytelling? Entenda mais sobre o tema com dois ótimos artigos: um escrito pelo Matheus de Souza, falando sobre como aprender a contar histórias com os melhores cronistas brasileiros; e outro escrito pelo Dimitri Vieira, sobre como o storytelling não depende de uma fórmula pronta para funcionar.


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