6 coisas que todo fotógrafo deveria saber antes de começar

Hoje, depois de anos trabalhando como fotógrafa, me recordo de quanto estava perdida antes de começar. Por isso, reuní aqui neste post dicas que gostaria que tivessem me dado há alguns anos, coisas que todo fotógrafo deveria saber antes de começar.


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Esqueça o JPEG, fotografe em RAW

Eu simplesmente amo fotografar em RAW. Na verdade, hoje me arrependo por ter tanto “medo” de fotografar em RAW logo que comecei. Teria me salvado de algumas merdas. 

O motivo é que o RAW, diferente do JPEG, consegue armazenar muito mais informação no arquivo quando captura uma imagem. Dessa forma, você consegue, por exemplo, mexer nas cores da imagem com mais facilidade e liberdade, além de, na maioria dos casos, conseguir recuperar informação nas áreas escuras ou claras demais da foto.
Mas o objetivo do RAW hoje não é me salvar e sim me dar muito mais controle na hora de editar. Depois que você começa a fotografar – e principalmente a editar – em RAW, nunca mais voltará para JPEG.

Faça uma limpa no seu computador e guarde as imagens em, pelo menos, dois dispositivos – e na nuvem

Imagens em formato RAW tomam um bom espaço no seu computador. Quando eu trabalhava fotografando ensaios e dizia às pessoas que cada ensaio tem cerca de 10GB elas ficam boquiabertas. 

Todo este espaço comprometido pode causar problemas nos softwares, além de lentidão no computador. E computador lento é a última coisa que um fotógrafo precisa.

O ideal é ter pelo menos cada trabalho em dois HDs externos e deixar suas fotos armazenadas neles. Por segurança é melhor contratar algum serviço de armazenamento na nuvem também. É melhor não arriscar perder as fotos daquele casamento que você fotografou, não é?!

Quer saber quais os equipamentos que uso para fotografar, editar e armazenar minhas fotos? Então, clica aqui para ler o post que escrevi sobre o assunto.



Errar não é errar; é aprender

Quando eu comecei eu saía de todos os ensaios frustrada. Eu sempre imaginava algo melhor e quando eu chegava lá, simplesmente não conseguia fazer tudo como pensava.
Então, esteja consciente: os “erros” virão, você vai se sentir frustrado, você vai odiar seu trabalho e o medo estará lá, à espreita, o tempo todo. 

Mas, o importante nisso tudo é reconhecer que não é perfeito e enxergar na imperfeição formas para evoluir. E isto vale para todo o tipo de trabalho.

Olhe para uma foto e entenda o motivo pelo qual não gostou dela. Perceba o que poderia ter feito diferente. 

Depois de anos fotografando retratos ainda me pegava odiando uma foto ou outra por algum erro bobo meu.
Mas, de certa forma, isto me ajudou a crescer, porque sempre que reconheço o erro, percebo que com um pequeno ajuste na posição da modelo, ou uns passos para frente ou para trás, poderia ter feito melhor. E então, quando ia fotografar novamente, eu já sabia o que deveria fazer. Todo erro é um aprendizado. Não se martirize.


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Você não precisa ter o dom, você tem que estudar e praticar

Nenhum fotógrafo nasceu sabendo, eles apenas trabalharam duro. Quando você se esforça, estuda, trabalha duro, experimenta coisas novas, aprende, testa e brinca com sua câmera você fica cada vez melhor.

Estude e pratique. Lembre-se: a prática leva à evolução. Deixe a preguiça de lado. Você também pode fazer um trabalho incrível, é só querer.


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Tire um tempo para recarregar as suas próprias baterias – não as da câmera

Se está faltando ânimo, inspiração, criatividade, não desista. Faça o seguinte: tire um tempo para você e faça algo completamente diferente. 

Faça qualquer outra coisa que você ame, que não seja fotografar. Algo que te distraia, que te faça ficar focado e espairecer. 

A falta de inspiração costuma vir quando você já viu muito do mesmo, está estressado, sobrecarregado, trabalhou demais ou até mesmo quando você está sob pressão – muitas vezes, interna – para produzir algo melhor.

Solte um pouco a corda, esvazie a mente e lembre-se que a melhor forma para ser criativo é não ser tão duro consigo. 

Depois, brinque com sua câmera e não fique tão focado em produzir a imagem perfeita – seja lá o que isso quer dizer, já que perfeição não existe. As coisas fluem quando você se diverte e se solta. 

Bom, e se a inspiração não vir logo, pelo menos você se divertiu!


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Mande um foda-se para as críticas estúpidas

É difícil se expor. E é ainda mais difícil expor nossa fotografia porque é uma expressão de nós mesmos. É, de certa forma, algo tão pessoal e no qual colocamos tanto esforço. 

Sempre surge aquela dúvida: e se não gostarem do meu trabalho? Ou pior: e se criticarem meu trabalho?!

Você, simplesmente, não deveria se importar. Sabe por que? As pessoas que criticam seu trabalho estão o fazendo com base em seu gosto pessoal que, muitas vezes, não é o mesmo que o seu.

Lembre-se, toda arte é questão de gosto. Se você fotografa como uma forma de arte, a opinião alheia é a última coisa que deve importar. Eu, por exemplo, odeio música sertaneja, mas tem gente que odeia rock – que eu gosto. Acho lindo fotos super nítidas, mas prefiro as minhas com mais grão. É questão de gosto e já ouviram que isso não se discute, certo?

Não te aconselho a simplesmente passar por cima de todas as críticas. Busque sempre aprender com o ponto de vista do outro, a visão que alguém tem “do lado de fora” é muito valiosa e nos ensina ótimas lições e pontos de vista que não havíamos enxergado antes.


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