Acne adulta após parar com o anticoncepcional

Eu já contei no Instagram um pouco sobre meus problema com a acne. Expliquei um pouco sobre como fui diagnosticada com acne adulta e como minha pele piorou depois que parei o uso da pílula anticoncepcional.

Porém, para quem não viu, vou falar um pouco sobre o assunto antes de começar a série de posts sobre o tratamento com Roacutan.

Eu comecei a ter acne na adolescência, como a maioria. Quando tinha 16 anos decidi começar a tomar anticoncepcional, justamente para dar uma amenizada nas espinhas.

O uso do anticoncepcional no tratamento da acne

O anticoncepcional ajudou muito. Na época tinha várias espinhas nas costas – tanto que nem usava blusas sem mangas ou em que as costas aparecessem –, testa, bochechas – próximo ao nariz – e queixo.

Em alguns meses de uso do anticoncepcional já senti a diferença. Continuava tendo acne, mas elas apareciam muito menos do que quando eu não usava o AC (anticoncepcional). As costas estavam perfeitas e eu tinha apenas algumas espinhas no rosto – geralmente umas três juntas na testa.

E assim continuou até meus 24 anos. Depois que fiz 24 – ainda tomando anticoncepcional – a acne praticamente sumiu. Ainda tinha cravos, mas as espinhas apareciam muito raramente. Tinha apenas uma ou outra, em pontos específicos.

Porém, no ano em que fiz 26 anos de idade, decidi parar de tomar anticoncepcional. Neste ano, comecei a me preocupar um pouco mais com a saúde do meu corpo e com o que colocava para dentro dele.

Entre outras razões, decidi parar de tomar o anticoncepcional por possuir histórico de câncer de mama na família, sentir fortes enxaquecas durante o uso – que paravam quando eu trocava de AC e voltavam dois meses depois – além de conhecer pessoas que tiveram problemas graves, como trombose, devido ao uso constante do anticoncepcional.

O retorno da acne depois de parar com o anticoncepcional

Depois de parar com os hormônios meu organismo lutou para se adaptar. Passei a ter TPMs muito mais dolorosas durante cerca de 5 meses e, lá pelo segundo mês depois de descontinuar o uso do AC, muita acne.

Conversei com uma amiga que também havia parado o uso do AC e ela sentia os mesmos efeitos. Não era coincidência.

Na época, decidi fazer uma pesquisa na internet. Naquele momento vi que várias outras meninas também tiveram o mesmo problema.


Observação: Percebi isso ainda mais claramente quando, há um mês, contei no Instagram que estava iniciando o tratamento com Roacutan. Muitas meninas vieram dizer que passaram exatamente pelo mesmo problema. Tiveram um aparecimento ou piora da acne depois que pararam de tomar o anticoncepcional.


Como os artigos que li falavam que o organismo demorava para se adaptar – de 6 meses a um ano – à falta dos hormônios, decidi esperar.

Neste meio tempo minha alimentação estava excelente – não comia açúcar além do açúcar da fruta, não tomava leite e comia muito pouca gordura. Além disso, eu estava buscando suplementar com algumas vitaminas e produtos que vi neste post. Também fazia limpeza de pele – com extração de cravos e peeling – de 20 em 20 dias.

Mas, mesmo assim, nada disso adiantava e um ano depois minha acne só aumentava. Eu passei de ter zero acne para ter espinhas no rosto todo, pescoço, costas e até mesmo no colo.



O diagnóstico da acne adulta e o início do tratamento

Então, quando completei um ano e dois meses sem o uso de um anticoncepcional, decidi fazer algumas consultas para ver se estava tudo certo com meu corpo.

Primeiro, visitei uma ginecologista. Depois de descartar hipóteses relacionadas a desequilíbrio hormonal e ovário policístico, etc, decidi ir à uma dermatologista.

Lá, depois de uma análise da minha pele e do meu relato deprimente, ela sugeriu duas opções de tratamento, sendo uma delas o Roacutan.

Eu confesso que já estava esperançosa de que ela fosse sugerir o uso do Roacutan. Isso porque antes – tanto há um ano quanto na minha adolescência – já havia feito diversos tratamentos com cremes e antibióticos que nunca surtiram efeito.

Portanto, quando ela sugeriu eu aceitei na hora. A dermatologista pediu uma série de exames e me alertou de todos os sintomas e cuidados a serem tomados. E depois de algumas orientações finais comecei o tratamento com Roacutan.

Hoje, na data em que escrevo este artigo, estou indo para a quarta semana de tratamento. Agora, já apresento algumas reações, mas tudo está dentro do previsto e nada é insuportável. Mas, isto é assunto para um próximo post. Semana que vem eu volto para contar como foi o primeiro mês de tratamento com o Roacutan.


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