Viagem: 3 noites e 2 dias em Praga

Para ser honesta, eu não sabia muito o que esperar de Praga. Eu havia visto algumas fotos, e etc, mas não sabia nada demais sobre a cidade, além de que ela era bonita. Quando pegamos o trêm que tinha como destino final Bratislava, Praga era só Praga, com sua língua muito esquisita.

Quando cheguei fiquei surpresa. É uma cidade grande com cara de cidade pequena, os prédiozinhos antigos todos amontoados, as ruas estreitas (e eu imagino que seja um caos dirigir por lá). Uma cidade linda, gostosa, e com sua língua muito esquisita. Era engraçado ficar na estação de trêm ouvindo aquela voz falando qualquer coisa que não entendíamos. A gente já estava acostumando com o alemão, e até arranhando umas palavrinhas, e a gente começa de repente a ouvir Tcheco?!

Ficamos num hotel/apartamento chamado Little Town, bem na subida da ponte São Carlos, quase no final da rua. No site dizia que dava pra ver o castelo de Praga de lá, quando olhamos pela janela a gente só via a pontinha de uma das torres. Mas era muito bem localizado, perto de vários bares e perto do centro turístico, onde todos os turistas vão. E esses são um caso à parte. Os turistas são muitos, e estão em todos os lugares. É meio impossível tirar uma foto sem nenhum intruso atrás, na frente, do lado, a não ser que se fotografe o céu.

Chegamos durante a tarde, e saímos rapidinho pra ver a cidade e comer algo. Atravessamos a Ponte São Carlos e assistimos o fim do dia, com o céu azul avermelhado desaparecendo atrás do Castelo de Praga pra dar lugar à noite escura. Saímos procurando o Goulash, e encontramos a comida em um restaurante com um garçom muito simpático que botou “Ai se eu te pego” pra tocar, querendo nos agradar depois que soube que éramos brasileiros (valeu Michel Teló, valeu Brazeeeel).

No primeiro dia fomos fazer o Free Tour (com o Sandeman’s New Europe), que é muito legal pra conhecer a história da cidade, curiosidades, etc, etc. É um city tour a pé, de graça (no final você dá o valor que acha que o guia merece), e eles oferecem o Free tour em Inglês ou Espanhol (tem em Berlim também). Foi durante o tour que aprendemos mais sobre a cidade, que a cidade foi uma das mais centrais do conflito da 2ª Guerra Mundial, mas uma das que foi menos bombardeadas. Que a República Tcheca já mudou de nome inúmeras vezes. Que é um dos países com maiores índices de alcoolismo entre crianças e adolescentes. E que a cerveja lá é mais barata que água, meio litro de cerveja custa cerca de 3 reais! (#wikipediafeelings)

Logo depois do tour, fomos visitar o castelo de Praga, a maior atração turística da cidade, e que fica no topo de um monte. A vista de la é linda, e o castelo é igualmente incrível! Lá a gente vê tudo que via nos livros de história e muito mais!

À noite jantamos no Pravèk, um restaurante dos homens das cavernas, ele parece com uma caverna por dentro, cheio de peles e ossos pendurados, e os garçons mal falam, eles resmungam e brigam com a gente, nos obrigam a pedir a maior cerveja e pra chamar eles a gente tem que bater com uma pedra na mesa. Muito diferente, vale mesmo a pena!

No outro dia fomos até Petrin Hill, subimos com um trenzinho, e lá em cima tem meio que uma “torre Eifel” onde a gente sobe (muuuitos degraus) pra ver a cidade inteira. A vista é maravilhosa, de lá dá pra ver as pontes, o Castelo de Praga e o rio Vltava. Depois descemos pra um passeio de barco muito gostoso. E acabamos jantando perto do nosso hotel, pra nos preparar pra mais um dia de viagem, agora em direção à Áustria.

 

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