A Cidade do México pela qual eu me apaixonei

Não sabíamos muito bem o que esperar da Cidade do México. Na verdade, nunca sonhei em visitar a capital mexicana. Sempre via o país e a cidade como uma espécie de “Brasil da América do Norte”. Violência, desorganização e todos aqueles problemas do nosso país que bem conhecemos. Mas eu sonhava em conhecer Tulum, então, quando uma super promoção para a Cidade do México apareceu, vimos nela a oportunidade de pegar um avião e realizar um sonho.

Nossa preocupação em relação à Cidade do México só aumentou quando vieram os terremotos. O primeiro, depois o segundo e o terceiro. O que faríamos em uma cidade destruída? Como agiríamos? Afinal, o clima não devia ser um dos melhores. Mas, mesmo assim, embarcamos no avião esperando pouco, muito pouco.

We didn’t know exactly what to expect from Mexico City. Actually, I’ve never dreamt about visiting it. I’ve always imagined it like some kind of Brazil, a total mess. But I dreamt about visiting Tulum, and when we could find a cheap flight to Mexico City we didn’t think twice.

We got much more worried after the earthquakes. The first, the second and the third. What would we do in a broken city? How could we deal with it? Anyway we decided to take the chance with low, really low expectations.

Teríamos ao todo cinco dias na Cidade do México. Havia pesquisado um pouco sobre o que fazer lá, mas confesso que não estava muito empolgada, afinal, nosso objetivo principal era Tulum. Não sei se foi a falta de expectativas ou se foi realmente a Cidade que nos envolveu, porque depois que chegamos não queríamos mais ir embora e cogitamos morar por lá um tempo.

We planned to stay there in Mexico City for 5 days. I did some research before we flew to Mexico but I confess: I wasn’t too excited, after all our main goal was Tulum. I’m not sure wether it was the low expectation or the city itself, but it got us hooked. After we were there we didn’t want to leave and we have even talked about living there for a while.

As ruas arborizadas de Roma

Nossa “casa” em Roma Sur

Logo no segundo dia na cidade, no La Oliva – um dos inúmeros cafés de Roma, o bairro em que ficamos – conhecemos o Alfredo, um jovem escultor talentosíssimo que veio de Chiuaua para estudar e trabalhar na Cidade do México. Ele nos acolheu, nos convidou para visitar o estúdio dele e nos contou sobre sua vida, suas viagens e sobre a “colonia” Roma.

Foi também no La Oliva que eu provei o melhor Moka que já tomei na minha vida, preparado diretamente pelo dono do local. E foi ai que descobrimos que tínhamos, acidentalmente, aterrissado no melhor bairro que poderíamos ficar. Na “colonia” Roma vivem muitos estrangeiros que vieram a passeio e decidiram ficar. Gente envolvida com arte, escritores, fotógrafos, escultores, todo o tipo de gente (inclusive, é um dos bairros com mais hipsters por metro quadrado hahaha).

On our second day there, in La Oliva – one of the many cafés in Roma, the neighborhood we stayed in – we met Alfredo, a talented young sculptor that came from Chiuaua to study and work in Mexico City. He was so kind, he even invited us to visit his studio and told us about his life, travels and the “colonia” Roma, how they call this neighborhood.

There in La Oliva I tasted the best Moka I’ve ever had, made by the owner of the place. On this day we discovered we have accidentally fell into the best neighborhood we could. There are so many foreigners that came to visit and ended up staying there. These people are artists, writers, photographers, sculptors, every kind of artistic people (this is possibly the neighborhood with more hipsters for square meter haha). 

La Oliva

Mas apesar de tudo, penso que a melhor parte é que o bairro não é “turístico”. Nós simplesmente podíamos caminhar pelas ruas sem destino sem sermos abordados por alguém oferecendo um souvenir. As ruas arborizadas e os cafés charmosos fazem você querer caminhar por horas e conhecer cada canto. A arquitetura antiga e as ruas amplas são um convite para se perder por lá. E foi isso que fizemos, andamos e andamos pelas ruas de Roma, parávamos quando tínhamos vontade, seguíamos quando queríamos. Eu me senti em casa.

But the best part, in my opinion, is that this is not a tourists destination. People actually live there. And then we could simply walk around those beautiful streets and not be bothered by someone trying to sell us something. The streets are so green, there are so many charming cafés, the architecture is so beautiful… Every corner is an invitation for you to walk for hours. And that’s exactly what we did. We walked and walked around the streets of Roma. We stopped when we wanted to, walked when we wanted to. It felt like home. It actually felt even better than home. 

Restaurante Cabrera 7
Restaurante Cabrera 7

Praça Luis Cabrera em Roma, Cidade do México

Nos dias que se passaram nós caminhamos pelo “nosso” bairro, conhecemos outro (de gente rica, haha) chamado Polanco (onde fica a livraria das fotos abaixo, a El Pendulo). Visitamos o Museu de antropologia, o bosque de Chapultepec e o seu castelo – chamado de Castillo de Chapultepec. Pela falta de tempo tivemos que deixar para trás Coyoacan (onde fica a casa da Frida) e o Centro Histórico. Mas não posso dizer que fiquei desapontada.

On the following days we walked around our neighborhood, its cafés and libraries. We’ve met another neighborhood called Polanco that is also really beautiful. We visited the Anthropology Museum and learned a little about the Mexican history. We also have gone to the Chapultepec park and its castle (Castillo de Chapultepec). Since we didn’t have enough time we skipped the visit to Coyoacan (where Frida’s house is located) and the Historic Center. But I couldn’t say I was disappointed.

Cafebreria El Pendulo Polanco

Cafebreria El Pendulo Polanco
Castillo de Chapultepec
Cidade do México vista do Castillo de Chapultepec

Castillo de Chapultepec

Bosque de Chapultepec

Museu de Antropologia

Apesar de termos deixado pontos “importantes” da cidade para trás eu não fiquei decepcionada porque a forma como aproveitamos a cidade nos fez sentir como se tivéssemos completado a viagem. A verdade é que trocamos uma manhã na casa da Frida por uma conversa agradável com o dono de um café e um escultor. Não nos obrigamos a fazer nada, apenas fizemos o que queríamos. É claro que não posso dizer que conhecemos grande parte da Cidade do México, mas a verdade é que eu me apaixonei pela parte que conheci e pelas experiências que vivi. E eu acho que é isso que realmente conta no final.

Despite we have left some “important” marks behind I wasn’t disappointed because the way we’ve seen the city made us feel like we have crossed everything off the list. The truth is that we’ve changed a morning in Frida Kahlo’s house for a pleasant conversation with the owner of a café and a sculptor. We didn’t make ourselves do something just for the sake of doing it, we did what we wanted to do. Of course I can’t say we’ve seen the whole thing, but the truth is I fell in love with the Mexico City I’ve seen and the experiences I’ve lived. I guess that is what really counts at the end. 

Cafebreria El Pendulo de Roma, Cidade do México

Por do sol com chuva em Roma, Cidade do México

E aí, gostaram do post? Nas próximas semanas tem mais sobre nossos dias no Caribe e também Teotihuacan! Ahhhh e em breve também vamos lançar um blog exclusivo de viagens e nomadismo digital, onde vamos compartilhar dicas mais específicas de viagens e trabalho remoto!

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