Visitando Nova Veneza: O que fazer, onde comer e outras dicas

Num domingo de novembro decidimos passar um dia em Nova Veneza, uma cidade pequenininha, colonizada por italianos e localizada cerca de 80 quilometros de Tubarão, nosso ponto de partida. A cidade encanta pela gastronomia, pela história e pelo centrinho histórico, que tem uma arquitetura com ares europeus tirando os fios dos postes que dão um toque tipicamente brasileiro.

Pórtico de Entrada de Nova Veneza

Eu e o Matheus saímos de Tubarão pela manhã e chegamos lá pouco antes das 10h. A manhã de domingo em Nova Veneza é calma. Pudemos aproveitar para sentar na pracinha (onde fica a famosa Gôndola dada de presente pela irmã europeia Veneza), caminhar um pouco entre as ruas e tirar algumas fotos.

As ruas ao redor da praça também são muito bonitinhas, mas estavam em obra desta vez. É próximo à praça que se concentra grande parte dos famosos restaurantes da rota gastronômica, como o Divina Armida, Casa do Chico e o Il Camino (popularmente conhecido como Restaurante do Fefe).

Como chegamos cedo, pensamos em tomar um café e passar o tempo. Fomos até a padaria que fica ali no centrinho, mas estava fechada (ela não abre aos domingos). Decidimos, então, ir até o Tramonto Restaurante e Café, que é lindo, mas estava fechado quando chegamos lá, um pouco depois das 10:30. Imaginamos que serviria café da manhã, mas o negócio deles é o almoço e café colonial (à tarde, a partir das 16 horas). Resumindo, não tem café da manhã aos domingos em Nova Veneza, não vá para lá esperando por isso! Hahaha

Mesmo sem café, a viagem até o Tramonto não foi em vão! O caminho para chegar até lá é bonito, porque costeia o Rio São Bento, e tem um local onde é possível parar e aproveitar a vista e o lugar, sentando nas pedras ou tomando um banho nas águas geladinhas durante o verão. Nós paramos o carro por ali e ficamos um tempo andando pelas pedras, pela grama e fotografando.

Onde comer em Nova Veneza

Quando voltamos ao centro, às 11:40, naquele calor que fazia, decidimos ir até o Divina Armida, sentar e tomar uma cerveja enquanto esperávamos para o almoço, mas ele ainda não estava aberto. O Divina Armida serve comida italiana (assim como todos os restaurantes dali), não é a la carte nem buffet, eles servem toda a comida na mesa e tem entradas, saladas e pratos principais à vontade – o preço era de R$ 48,00 por pessoa (em 20/11/2016).

Como o restaurante ainda estava fechado, decidimos ir até o Il Camino (Restaurante do Fefe), que fica na rua de trás da praça Humberto Bortoluzzi, e que é muito comentado entre todos que visitam Nova Veneza. O Il Camino geralmente serve a comida na mesa como os outros. Mas chegando lá, descobrimos que aos domingos eles servem a comida num sistema de buffet e tem rodízio de carne. A comida é deliciosa, bem saborosa e as sobremesas também são maravilhosas e muito variadas (fazia séculos que procurava Tiramisú e nunca encontrei por aqui, e lá tinha! êêêêêê)! Enfim, tem comida para todos os gostos.

A variedade de carnes é enorme também e, segundo o Matheus, estavam deliciosas (eu não curto muito churrasco). O atendimento, mesmo com o restaurante super cheio, é impecável, os garçons passam o tempo todo verificando se está tudo certo e o próprio Fefe e sua esposa supervisionam tudo para se certificar de que está tudo certo. Ele até traz farofa na mesa, um querido!

Ah, e a comilança não acaba por aí. Quando informamos que estávamos satisfeitos e pedimos a conta, eles ainda nos ofereceram um cafézinho e um bolo de milho com nata e melado, uma delícia! Confesso que achei bem estranho no começo, mas depois acabei gostando. Em dias de domingo, com rodízio de carne assada, o almoço sai por R$ 57,00 por pessoa. Não é barato, mas pra quem curte churrasco acho que vale a pena.

Depois de almoçar fomos até o restaurante mais bem localizado na praça de Nova Veneza, que é o Restaurante Veneza. Ele também serve almoço e petiscos, mas o gostoso mesmo deste lugar é sentar nas mesinhas na rua e aproveitar o pessoal que está sempre por lá tocando gaita e cantando.

Nós sentamos, pedimos algumas cervejas e jogamos conversa fora enquanto observávamos a cantoria e os senhores, moradores de Nova Veneza, jogar baralho. A praça é o ponto de encontro de todos que vão à Nova Veneza, e é uma delícia passar tempo lá, ficar sem fazer nada, sabe?!

Por volta das 15:30 decidimos ir para nosso próximo destino em Nova Veneza, mas não antes de ir até a Gheppo, uma sorveteria muuuito gostosa que tem na esquina da praça. O gelato não é igual ao italiano, claro, maaaaas é uma delícia e os sabores são bem variados e gostosos demais. A Gheppo abre ao meio dia e o sorvete com duas bolas custa R$ 10,00 (preço de 20/11/2016). Dá pra pedir no pote ou na casquinha (tem casquinha trunfada com Nutella também, e se não me engano, custa 2 reais a mais).

O que fazer em Nova Veneza

Logo depois de aproveitarmos de comermos e aproveitarmos para passar um tempo na praça, partimos em direção às Casas de Pedra do Nono Luigi Bratti, que ficam abertas até as 17:00 (detalhe muito importante, já que da outra vez não conseguimos visitar pois chegamos às 16:55 sem saber do horário de fechamento). Nestas casas de pedra vivia a família do Nono Luigi Bratti. Uma delas era a casa onde todos dormiam, na outra ficaram a cozinha e sala de jantar e na última estava a estrebaria.

Eu curti bastante a visita, o lugar é lindo, as casas são lindas e contam a história da família através de escritos e objetos que eles utilizavam na época. É legal pra entender como era a vida deles antigamente, não desta família somente, mas dos imigrantes em geral que vieram da Europa para o Brasil. Ver tudo aquilo te faz entender melhor cada dificuldade e cada conquista daquelas pessoas. É uma aula de história!

E esse chão?! <3

Depois fomos até a barragem do Rio São Bento (que fica no município de Siderópolis, bem pertinho), próxima à dois ótimos restaurantes da região, o Ghellere e o Romagna (Vou abrir um parênteses aqui, para falar do Ghellere, que é um restaurante ótimo, de ótima comida, ambiente lindo, rústico e com vista para o rio São Bento, também naquele sistema de vir tooooda a comida do mundo na sua mesa). A barragem é linda! É aquele mundão de água que não acaba mais! A única coisa que estraga um pouco são as telas de proteção. Não dá pra tirar uma foto muito decente, por exemplo, mas vale muito a visita.

Outro ponto interessante é que se você for contornando a represa pela estrada (de carro, claro, porque ela é enorme) em um dos pontos é possível ver uma parte da torre da igreja que hoje está quase toda embaixo d’água (para quem não sabe, havia uma cidadezinha lá antes de eles construirem a barragem).

Nesse momento, já estávamos super cansados e decidimos ir até a Cervejaria Saint Bier, uma cerveja deliciosa da região, que fica no caminho para Nova Veneza, na cidade de Forquilhinha, para comprar algumas cervejas e comer algo para encerrar o dia. Lá eles tem um pub onde servem comida, cerveja (claro) e transmitem jogos. A decoração é um dos destaques, temática e rústica, aquele ambiente gostoso à meia luz. Mas, para a nossa infelicidade, o local é fechado aos domingos, então não tivemos como fotografar o lugar. 🙁

Foi muito gostoso poder passar esse dia por lá, caminhar, sentar, conversar, comer, beber e viver sem pressa. Acho que essa é a graça das cidades pequenas, não é?! Elas te transportam pra algum lugar no tempo e espaço em que a gente pode desacelerar. É uma delícia!

E você, conhece Nova Veneza? Gosta de lá? Me conta aqui nos comentários!

  • Alana

    Lindas fotos!

    • Obrigada Alana! Fico feliz que gostou! <3